Encontro da Feliz Idade

Um encontro marcado por recomeço e esperança!

42 Encontro da Feliz Idade

Aqui a diversão esta só começando!
Programação completa e recheada!
Esperança

“A esperança tem duas filhas lindas, a indignação e a coragem;
a indignação nos ensina a não aceitar as coisas como estão;
a coragem, a mudá-las”. (Santo Agostinho)
Esperar o que vai acontecer, vislumbrar um evento futuro, acreditar que poderá mudar... Isto não é esperança.
Esperança, como dizia o grande educador Paulo Freire, não é do verbo esperar, mas do verbo “esperançar”. Somos filhos da terra, acostumados a arar o seu chão e lançar a semente com o suor do nosso rosto e a força de nossos braços. Com mãos calejadas, cavamos no quente e úmido útero da terra para plantar nossos sonhos, desejos profundos que uma boa colheita nos permitirá conquistar. Adubamos, regamos e esperançamos, confiantes de que o esforço será recompensado, de que a chuva cairá e de que dias melhores virão. Fazemos a nossa parte, a natureza faz a dela. Essa é a esperança de que falam Santo Agostinho e Paulo Freire: uma esperança que não se detém frente às intempéries, que não se acomoda à espera, mas vai atrás, levanta, convive, compartilha forças, supera fraquezas, cai, levanta de novo, não desiste... Se os anos que nos restam já não são mais generosos, se o tempo que temos para plantar e colher já não nos permite desperdiçar oportunidades, nossa esperança tem de ser redobrada. Tudo é urgente, nada é definitivo... Urgente, porque conhecemos os tempos certos de plantio e colheita, de poda e adubação. Mas não definitivo, porque sabemos que tudo passa, tudo evolui, tudo muda... e nós também. Somos um projeto inacabado e em constante mudança. Vivemos um momento da história em que nossa identidade se parece mais com o que fazemos pra mudar o que somos do que com o que aparentamos ser para o outro. E a esperança é a força que nos faz romper a solidão e nos mantém acordados, ativos e cativos no amor e na fé. É ela que alimenta em nós a vontade de construir a paz, de deixar um legado, de plantar nos corações de filhos e netos a coragem para se manterem no caminho do bem e a indignação para não aceitarem o mal. Sejamos testemunhas da esperança, profetas da esperança, arautos da esperança!

Daniel Moura

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